terça-feira, 11 de novembro de 2014

CORTINA DE VELUDO


Polêmicas foram as fotos desnudas da atriz Nanda Costa, tempos atrás divulgadas por revista de circulação nacional. Ganharam manchetes e provocaram celeuma, pela criativa mantença dos pelos pubianos, opção da fotografada. Maioria dos barbados (com perdão do trocadilho) criticou a exibição da pelagem. Tecnologia e consumismo revolucionaram os costumes. Com o advento do matriarcado, as fêmeas adotaram a depilação das partes íntimas, os cabelos curtos e as calças compridas. Ironias do destino, os homens passaram a imitá-las, extraindo penugens do peito, coxas, nádegas e outros recônditos. Ostentando brincos, bolsas, pernas lisas, braços finos, tatuagens até nas nádegas, ficaram efeminados! Antinatural o descaso às leis regedoras do universo. Vai longe o tempo dos machos orgulhosos da sua virilidade, das mulheres aformoseadas pelas graças naturais, livres dos artifícios das deformadoras plásticas cirúrgicas. Produção em série, ”cyborgizadas”, elas desfilam em pernas de pau, vampirescas, com botox, lipoaspiradas e seios siliconados. Abstração feita às mamas artificiais da precitada beldade, na edição da revista Playboy, ”nada consta”em desabono da nua exposição da perseguida, num pelame acamurçado. Em termos de higidez e prevenção bactericida, médicos respaldam o atraente véu obrado pela natureza, em exaltações à preservação da fofa rede aveludada que emoldura e protege a genitália feminina.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

ADEUS ÀS ARMAS


Véspera da eleição, escrevi: “Se cada povo tem o governo que merece, que Deus se apiede de nós! Como arremate, uma coisa eu afirmo: vou apostar todas as fichas na renovação com Aécio. Se não der, paciência. Vamos sepultar as esperanças e bater em retirada, com pouca munição. Apenas para argumentar, nesse caso - hipótese absurda - creio, nunca mais vou falar ou escrever sobre política. Mas, inquestionável verdade, o país merece um governo mais qualificado, para salvaguarda dos interesses nacionais e melhor projeção no cenário internacional”. Hoje, desiludido com o resultado do pleito, vou cumprir minha promessa, sem antes acrescentar que sou apartidário e nunca me filiei a nenhuma facção política. Apostava na oposição por entender imperiosa a necessidade de mudanças, para o bem do Brasil. Persistirei, não obstante, convicto de que o instituto da reeleição, o voto obrigatório, assim como do analfabeto, constituem aberrações e causas das nossas mazelas. Convicto, por igual, dos despautérios da lei seca (tolerância zero), do desarmamento e da inimputabilidade criminal do menor infrator. Por oportuno, e como arremate, volto a me escudar na assertiva de Jorge Luis Borges, renomado literato argentino, um cego que enxergava mais do que muita gente nossa: “A plebe sempre se equivoca. Acaso o povo interfere na elaboração da química, uma ciência especializada, assim como o governo?” Isso posto, para mim, agora o resto é silêncio. Hora de desenssarilhar as armas. Impossível nadar contra a correnteza e/ou arremeter contra o voto de curral. Mas explicada fica, com meridiana clareza, a equivocada decisão das urnas. Uma significante e expressiva minoria consciente e politizada, submetida ao jugo da maioria iletrada...

sábado, 25 de outubro de 2014

PROFISSÃO DE FÉ


Dever do escriba não se omitir, denunciar desmazelos, abrir os olhos de uma população anestesiada pela sobrecarga de informações tendenciosas, fruto de uma mídia atrelada aos poderosos. Será que os petistas assistem aos noticiários da TV? E não têm pejo de achar que todo esse descalabro que grassa em nosso solo, crimes hediondos, terrorismo, impunidade, saúde pública caótica, educação paupérrima, povo miserável, analfabeto, tudo isso é normal?! Será que desconhecem o progresso dos países de primeiro mundo, distantes dessa penúria? Por doze anos vivemos o holocausto da incompetência, da corrupção e da mentira! Imperiosa a necessidade de mudança e banimento dos criminosos que se locupletaram com a desfaçatez e omissão do poder público! Hoje, véspera do pleito, faço meu comentário final a respeito da atual conjuntura. E o faço por dever de ofício, idealismo e amor à pátria, tão vilipendiada por aqueles que conquistaram o poder à custa de apelos demagógicos e propositada negligência com o processo educativo. País do futebol, enquanto a plebe continuar tendenciosamente direcionada para as pugnas diárias do brasileirão, anestesiada para o primacial, não haverá salvação. Borges, afamado literato argentino, apregoava: “De política poucos entendem. Governar deveria ser privilégio de gente especializada”. Diante disso, estamos frente a um dilema: manutenção do statu quo, com uma presidente que absolutamente não correspondeu e afundou a nação num mar de lama, compadrismo e politicagem rasteira; ou, a prevalecer o bom senso, mudar para melhor, varrer a corrupção e punir os quadrilheiros, com exigibilidade de restituição dos prejuízos acarretados. O debate, realizado ontem, foi altamente esclarecedor, para melhor discernimentos dos indecisos. De um lado, uma candidata hesitante, confusa, desarticulada, gaguejante, repetitiva, agredindo o vernáculo com erros crassos de concordância; de outro, um opositor sereno, experiente, com larga tradição política e um passado de honradez, fluente, culto, com postura ética e amplo conhecimento da problemática que aflige a nação. Hoje, acredito, os tempos mudaram. Com o avanço da tecnologia e da informação, tenho fé em que a plebe, antes arrebanhada pelos corifeus, embretada, iludida com promessas vãs , já deve ter consciência dessa urdidura. Se cada povo tem o governo que merece, que Deus se apiede de nós! Como arremate, um coisa eu afirmo: vou apostar todas as fichas na renovação com Aécio. Se não der, paciência. Vamos sepultar as esperanças e bater em retirada, com pouca munição. Apenas para argumentar, nesse caso - hipótese absurda - creio, nunca mais vou falar ou escrever sobre política. Mas, inquestionável verdade, o pais merece um governo mais qualificado, para salvaguarda dos interesses nacionais e melhor projeção no cenário internacional.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

CIRCO DOS HORRORES


País devastado pela pobreza, corrupção e violência. Roubos, estupros, mortandade no trânsito, tisnando de “vermelho” o solo pátrio. Alastra-se a guerra civil. Alheia a tudo, há mais de trinta dias a presidente abandonou o palácio, na sanha eleitoreira, obcecada pela perpetuidade no poder. Análise antes divulgada pelo Escritório das Nações Unidas veiculou que o Brasil é campeão mundial de homicídios! Título degradante. Aqui, o morticínio é maior do que nas batalhas de além-mar, entre nações beligerantes! A violência se propaga, proporcional à miséria reinante. Mata-se por motivo fútil, efeito de drogas, beberagens, fanatismos. Presídios abarrotados, criminosos à solta, enquanto os “di menor”, infratores impunes, debocham das autoridades. Segurança pública virou sucata e a candidata intenta se eximir de qualquer responsabilidade pelo caos existente. O sistema está falido. Educação? O Brasil ostenta, no mundo, o vergonhoso penúltimo lugar nos índices de desenvolvimento educacional. Saúde calamitosa, gente morrendo nos corredores dos hospitais, à falta de leitos e assistência médica! A justiça? Máquina emperrada, juízes acobertados pela frouxidão da lei, pletora recursal, prescrição, corporativismo e julgamentos venais, sob tráfico de influências. Solução? Nenhuma, a curto prazo, a menos que mude o governo, - providência saneadora e renovatória que se impõe, para extinção dos 39 ministérios eleiçoeiros e dos vinte e cinco mil cargos preenchidos por sanguessugas que atravancam o progresso e desfalcam o combalido erário público. A culminar, esperamos todos, com a punição da confraria de corruptos e corruptores que, via propinoduto, quebrou a Petrobrás e contribuiu para mergulhar a nação nesse inferno astral que a todos aflige e atordoa.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

APOLOGIA DO ATRASO


É de “estarrecer” a falta de apego às letras e necessidade do manuseio de dicionários, pressupostos de correção da fala, requisito fundamental de articulação do diálogo e clareza do pensamento. A correção do linguajar é preceito educacional, por desenvolver a personalidade e promover a ascensão social. No atual desgoverno figuram analfabetos com arreganhos de saber! A presidente segue à risca a propagação do “lulês”, que acoberta uma solércia: petistas são cultores do atraso, seus acólitos se arregimentam em ferozes arremetidas contra a erudição! Propugnam, a qualquer custo, pela manutenção de privilégios! Pregoeiros da vulgaridade, chafurdam no lamaçal da corrupção e da própria mediocridade, que fomentam, sem qualquer pejo ou sinal de constrangimento. Aferrados a solecismos e sinecuras, são apátridas, desapegados do vernáculo, cuja difusão e esmero haveriam de constituir motivo de ufanismo, assente na lucidez, segurança e prosperidade de um povo esclarecido. Os debates travados na TV colocaram na vitrine as diferenças culturais entre os dois candidatos: de um lado, uma presidente agressiva, “estarrecida”, cometendo barbarismos, insegura, repetitiva, atrelada ao passado, entoando sempre a mesma e cantilena, num confuso tropel de incongruências e agressões à última flor do Lácio; de outro, um candidato sereno, culto, desenvolto, bem falante, com postura ética, expondo com meridiana clareza as suas idéias e projeto de governo. Diferenças gritantes que apontam para a necessidade de elegermos um presidente condigno, educado, altivo, em condições de propugnar pelo nosso desenvolvimento cultural e assim bem representar o país no concerto das nações civilizadas, para orgulho da nossa soberania!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O REI ESTÁ NU


Por vezes, é preciso perder a paciência e verberar sobre pérfidas colocações encenadas nas propagandas eleitoreiras dos petralhas. “Si hay gobierno, soy contra!”, frase de conotação anarquista, transmissiva de revolta contra engodos, desigualdades sociais e malversação de verbas. Governistas, relevem o libelo, mas há tanta coisa errada no trato da coisa pública que é imperdoável calar, sob pena de complacência com o descalabro reinante. Fragilizada com o pífio desempenho do PIB, cujos parâmetros dão a medida exata do desenvolvimento pátrio, a presidente/ candidata tergiversou ao afirmar que a situação está sob controle, inflação contida, desemprego em baixa. Fruto da incompetência, é manifesto o retrocesso da nossa economia, retração nos negócios, comércio falido, vendas estagnadas, miséria, poluição, saneamento básico inexistente, saúde caótica, insegurança, população desassistida, corrupção desenfreada, impunidade, greves, tráfico, terrorismo, guerra civil, é um salve-se quem puder! Nossos índices de mortalidade infantil se equiparam aos dos povos mais atrasados do mundo! Meninos de rua ao relento, sem escola, drogados, vivendo nas sarjetas, - assassinos em potencial! Ensino público, uma calamidade! De nada adianta brandir com o ludíbrio, escamoteando verdades, quando a realidade salta aos olhos, gritante, escancarada, colocando a nu o nosso doloroso estado de penúria social. Indago, ao enfatizar o despropósito das contradições governamentais: como compatibilizar o incremento do emprego, do processo educacional e o necessário amparo devido à infância, com a absoluta carência de recursos e finanças combalidas?...

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

GRITO DE ALERTA


Brasil, país pobre, analfabetismo com índice superior a 10%, sem considerar os iletrados que só desenham o nome! Incapazes de discernimento político são obrigados a votar! Democracia ilusória, sabido que a plebe, ludibriada, e a cabresto, elege a camarilha dominante. Sobrelevam as disparidades. Gente que nada tinha, de repente enriqueceu. Jogadores de futebol e politiqueiros ganham fábulas, enquanto professores e aposentados auferem mísera remuneração. Salário mínimo, uma esmola! Bolsa disso e daquilo, eleitoreiras, estimulam ócio e desemprego. O pibezinho é pífio. Inflação, uma realidade que salta aos olhos nas prateleiras dos supermercados. Greves e terrorismo paralisam o país, enquanto a presidente deita falação intentando perpetuação no poder, com a confraria de 39 ministérios de sanguessugas e o séquito de sinecuras abarcando 25 mil cargos em comissões. O STF penaliza mensaleiros e condena os corruptos, mas a petização da justiça os deixa livres, soltos e fagueiros, num escárnio e menosprezo à nossa inteligência. Se tudo isso não interferir no resultado do pleito, então, sim, é hora de enrolarmos as bandeiras da nacionalidade, apagar as luzes e dobrar a espinha. Seria o caso de batermos em retirada, com pouca munição, curvando-nos aos desígnios de uma maioria arrebanhada pelos apelos demagógicos. Todavia, ainda resta uma esperança no segundo turno! Cada povo tem o governo que merece. E que Deus tenha piedade de nós!